terça-feira, 24 de novembro de 2015

Tucker & Dale vs.Evil

Direção: Eli Craig, 2010.
Uma comédia satírica de filmes de terror slashers incrível. O filme conta a história de Tucker e Dale, dois caipiras que estão de férias em nova casa do meio do mato, e, paralelamente, um grupo de jovens universitários que decidem acampar no meio do mato. Aqui a gente vai encontrar muitos clichês de filmes de terror onde jovens vão acampar longe da cidade e acabam sendo assassinados por algo macabro. Só que aqui esses clichês são muito explorados e bem feitos. Tucker e Dale só querem cuidar da casa nova e pescar, mas por sua aparência “não muito agradável” para os jovens brancos de classe média dos EUA, são vistos como psicopatas maníacos. É quase que impossível não comparar esse filme com “Shaun of the dead”, e arrisco a dizer que este chega perto, porém não tão engraçado quanto. Achei a ideia do filme muito boa, satirizar esse subgênero do cinema que se popularizou tanto após “Halloween”, mas não os fazendo passar por ridículos, e sim os homenageando. 

Gostei bastante da mensagem final também, que resumindo é “o seu preconceito pode te matar” (não considero isso um spoiler, pois sendo uma sátira de slashers já se presume algumas mortes, né?). Dos atores eu não conhecia nenhum, mas destaco os dois principais, Alan Tudyk e Tyler Labine, que interpretam Tucker e Dale, estão muito bem no papel, e os outros universitários eu acho que poderiam ser quaisquer atores, pois não tem muito o quê explorar deles. Alguns pontos negativos talvez fiquem por conta dessas atuações e no exagero do desenvolvimento da história (se bem que para algumas pessoas possa ser um ponto positivo por ser uma sátira). É um filme bem divertido de ver com os amigos tomando uma cerveja, chega a uma nota entre 8,5 e 9 facilmente.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Proof

Direção: John Madden, 2005.
Um drama com Gwyneth Paltrow, Jake Gyllenhaal e Anthony Hopkins. A história do filme é a de uma moça (Gwyneth), filha de um matemático brilhante, mas que acabou enlouquecendo com o tempo e acabou de falecer. Ela tinha muito potencial para a área quando mais nova, mas acabou tendo que interromper sua carreira para cuidar do pai. O pai, vivido por Hopkins, era professor de uma universidade e grafomaníaco, tinha compulsão em escrever, e por isso acabou escrevendo em centenas de cadernos os seus pensamentos, sobre matemática e a vida. Hopkins tinha um pupilo, o personagem vivido por Gyllenhaal, e que acabou indo a casa de seu antigo professor várias vezes após sua morte para consultar esses livros, e com isso acabou conhecendo a filha. 

Acho que não preciso falar do elenco, que só por esses três nomes já temos uma noção do que eles trazem no filme. Hopkins está ótimo, mas eu gostaria de ver um pouco mais da loucura de seu personagem no filme, que foca mais no desenvolvimento pessoal de sua filha. Os diálogos do filme são muito bons, e me lembraram até “A Beautiful Mind”, e fazem umas metáforas com a matemática e a vida que me deixou um pouco perdido, pois não sou muito fã de exatas. O filme não tem muitos alívios cômicos, e chegar a ser um pouco cansativo com alguns diálogos pesados, aí depende de cada espectador. Eu não esperava muito do filme e acabei de surpreendendo um pouco, com uma nota entre 7 e 7,5 eu veria novamente, até pra entender um pouco melhor os diálogos.

The Big Lebowski

Direção: Irmãos Coen, 1998.
Um drama, ou comédia, escrito e dirigido por Ethan e Joel Coen, ou simplesmente Irmãos Coen, e o segundo filme que vejo deles. A história do filme é de um cara, “The Dude”, vivido por Jeff Bridges, um cara desempregado e preguiçoso que adora jogar boliche. Dude é xará de Lebowski, um milionário da região, e por conta disso acaba sendo alvo de bandidos que querem um dinheiro que a esposa de Lebowski deve. Dude vai atrás de Lebowski para tirar satisfações e resolver essa confusão, mas a esposa acaba sendo sequestrada e Lebowski, o milionário, acaba contratando Dude para resgatá-la. O elenco do filme é muito bom, com Julianne Moore, Steve Buscemi e Philip Seymour Hoffman que estão ótimos, porém não foi o suficiente para de fazer adorar o filme.

Eu quero gostar dos Coen, mas sempre fico com um gosto amargo após os filmes, pois esperava algo muito melhor: foi assim com Fargo, e com The Big Lebowski. O humor deles não funcionou comigo, a história não me convenceu por ser tão irreal, mas tem seus pontos positivos. Gostei bastante do John Goodman, ele traz um alívio cômico necessário para o filme, porém ás veze é tão idiota que você se pergunta “É sério isso, Coens?”. Não me vejo querendo ver o filme por espontânea vontade novamente, mas nunca se sabe: nota 5,5.

Man Up

Direção: Ben Palmer, 2015.
Uma comédia romântica inglesa estrelada por Simon Pegg, com alguns clichês básicos do gênero. O filme conta a história de uma moça, Nancy, que tem 34 anos, é solteira, não está muito feliz com sua vida e tem que ir para o aniversário de 40 anos de casamento de seus pais. Nancy embarca num trem rumo ao aniversário e acaba conhecendo uma garota de 24 anos, que está lendo um livro de autoajuda e o indica à Nancy (na verdade ela dá o livro pra ela). Portando seu mais novo e indesejado livro, Nancy acaba conhecendo um rapaz, pois a moça do trem iria num encontro às cegas com esse rapaz e o livro seria a forma de reconhecer um ao outro, porém Nancy acaba gostando da ideia e vai em frente com a mentira de se passar por outra pessoa nesse encontro. A premissa do filme é basicamente essa: uma mulher, solteira, infeliz, que conhece um cara sem querer, os dois acabam gostando um do outro, depois acontece algo que os separa, mas no final dá tudo certo para o casal. 

Pensando nisso encontramos alguns problemas, é claro, como a moça infeliz sendo salva pelo belo rapaz que traz alegria para sua vida: clichê e machista. Apesar dos pesares, eu acabo (na maioria das vezes) me entregando a essas histórias românticas água com açúcar, o casal consegue me conquistar. Os atores estão ótimos: o único que eu conhecia do elenco era o Simon Pegg e ele está muito bem, traz o seu bom humor e leveza para o filme e gostei da sintonia do casal principal, mas outro destaque é o Rory Kinnear (Sean), que está hilário no filme. Gostei bastante do roteiro, a maioria dos diálogos envolvendo o casal principal é bem envolvente e você acredita na amizade, afeto e amor dos dois; você compra a história romântica desse casal baseando-se nas conversas e atuações convincentes. O filme não traz nada de novo, não inova o gênero, mas vale a pena assistir; a história é clichê, a maioria das piadas funciona e os atores ajudam muito para dar esse humor necessário ao longa. Considero um filme 7 ou 7,5 de 10, e veria de novo tranquilamente se quisesse dar algumas risadas e esquentar um pouco o coração.

Sobre

Get Smart (1965 - 1970)
Cine86 é um blog pessoal sobre cinema, seriados e afins. Sendo um blog pessoal, procuro apenas externalizar algumas reflexões e críticas sobre o que assisto. Como às vezes passo horas sozinho divagando sobre o que vejo, decidi produzir algo com isso, puramente para fins pessoais. Sou estudante de História, e nunca estudei cinema, mas procuro sempre saber mais sobre essa arte, sobre o processo criativo dos filmes, o que há por trás das câmeras, os diretores, os movimentos cinematográficos ao longo dos anos, etc. Há muito o que ser estudado e debatido nessa área tão nova e tão importante para nossa sociedade atual, pois os filmes, seriados e afins fazem parte da nossa vida, direta ou indiretamente, e desde o século passado vêm causando um impacto gigantesco em cada geração que nasce. O nome “Cine86” é básico e genérico: uma mistura de duas palavras, cine de Cinema, e 86 do glorioso Agente 86. Mesmo sendo um seriado antigo, Get Smart (1965 - 1970) me iniciou nessa cultura de acompanhar seriados até o final: comprei os DVDs das cinco temporadas quando tinha meus 16 anos e os tenho com muito carinho até hoje, seis anos depois.


Martin Scorsese
Minha paixão por cinema iniciou em 2015, após eventos traumáticos e conflitos internos acabei me refugiando nessas várias (ir)realidades, e consumindo várias obras por semana. Não satisfeito em apenas assistir os filmes, fui procurando, aos poucos, entender um pouco mais sobre a arte que é fazer cinema. Considero um pontapé inicial e muito importante nessa fase, os filmes The Wolf Of Wall Street (2013) e Taxi Driver (1976) de Martin Scorsese, e Scarface (1984) de Brian De Palma, pois são filmes tão impecáveis e icônicos que me sugaram e explodiram minha mente de uma maneira que não havia acontecido até então. A partir daí surgiu minha paixão por Scorsese, De Niro e Di Caprio. Gostaria também de homenagear um cineasta brasileiro que me incentivou e me ajudou a entender um pouco sobre cinema, Tiago Belotti, brasiliense, que possui um canal no YouTube chamado Meus 2 Centavos, e além de fazer críticas de filmes, produz alguns vídeos "instrucionais e didáticos sobre a sétima arte". 



Gostaria ainda de deixar duas redes sociais sobre cinema, seriados e afins que utilizo para cadastrar os filmes que assisto. Não são todos os que vejo que eu escrevo algo e coloco aqui: uns eu acho que não há necessidade e outros acho que é necessário uma reflexão mais profunda e necessito ver outras vezes ainda. Enfim, os perfis são do Filmow e Letterboxd.