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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Stand By Me

Direção: Rob Reiner, 1986.
Um belíssimo filme dramático sobre amizade e outras coisas. O filme conta a história de quatro amigos com seus 12 anos, que descobrem a localização de um cadáver e resolvem tirar um final de semana para ir vê-lo. Os quatro amigos acabam indo em direção à esse cadáver e até chegar lá acabam passando por diversas situação que desafiam essa amizade infantil, e que acabam por fortalecer os laços de amizade entre eles e os engrandecem como pessoas em vários sentidos. O filme é baseado em um conto do Stephen King, e mesmo sendo reconhecido como o Mestre do Terror, pelo menos três filmes baseados em seus contos são dramas fortes, intensos e belíssimos: os conhecidos e premiados The Shawshank Redemption (1994) e The Green Mile (1999), e este sobre o qual escrevo.


Pelo menos dois aspectos me chamaram a atenção positivamente para além da trama do filme: a fotografia e a trilha sonora. A fotografia do filme é lindíssima: por se passar boa parte da história nos arredores de uma floresta e dentro dela, há muitos planos aberto e o uso de bastante verde, além de algumas cenas em pontes muito encantadoras. O filme é oitentista, mas a história se passa no verão de 1959, então a trilha sonora é muito forte com músicas dessa década, e são músicas bem animadas e alegres até, onde em algumas vezes os próprios personagens as cantam, como num musical. Toda a ambientação da década de 1950 está muito bem realizada nesse filme: sentimo-nos pertencentes a essa época. O elenco, apesar de ser mirim, é bem competente, creio que não comprometem em seus papéis. Mas o destaque entre os personagens não fica realmente na atuação, mas sim no roteiro e nos laços que são criados a partir dele, dos diálogos entre os personagens e a amizade verossímil entre eles. A interação entre os personagens nos faz sentir saudades da nossa infância e das amizades juvenis, porém verdadeiras que tínhamos. O final é muito bem escrito, e a mensagem é linda, triste, e muito real. Para quem adorou The Outsiders (1983) ou outros filmes do gênero, Stand By Me é imperdível, e um nota 9 está bom para o filme, mas 9,5 não seria exagero também.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

It

Direção: Tommy Lee Wallace, 1990.
Um excelente filme de horror. O filme conta a história de sete crianças que vivem numa cidade do Maine (USA), que acabam tendo laços de amizade fortalecidos por todas serem atacadas por os bully da escola e por It, A Coisa. Nessa cidade, de tempos em tempos, It ressurge para fazer mais vítimas, e sete crianças acabaram sobrevivendo na sua última passagem, e anos depois A Coisa volta para assombrar novamente essas pessoas. Agora, já adultas, elas se reencontram para tentar acabar com essa maldição. Por essa questão temporal, o filme oscila entre passado e presente, ora nos mostra o que aconteceu quando eram crianças e seu primeiro contato com A Coisa, ora nos mostra o reencontro dessas pessoas e como estão suas vidas agora. Baseado numa obra de Stephen King, It é uma das melhores adaptações do escritor e um clássico dos filmes de terror, imperdível para quem é fã do gênero. It, A Coisa, aparecia inúmeras vezes para as crianças na forma de um palhaço chamado Pennywise, que está tremendamente assustador aqui. Gracioso anos 90, sem CGI e com muitos efeitos práticos, deixando essa “Obra prima do medo” ainda mais real. Pennywise é um palhaço macabro que aparece em diversos lugares para suas vítimas, e com sua conversa e truques baratos (como balões), acaba seduzindo essas inocentes almas. As aparições de It (ou A Coisa, ou Pennywise) são tremendamente aterrorizantes e perturbadoras, tanto para alguém adulto e muito mais ainda para qualquer criança, o público alvo do palhaço. O gore do filme é essencial, porém não em excesso, e o que realmente traz o terror para o filme é A Coisa. 

A trama é muito bem trabalhada, creio que seja uma adaptação fiel (não li o livro), pois são três horas de filme, então não há motivo para encherem linguiça; a obra de King realmente é extensa, então espero que essas três horas que tenham sido bem aproveitadas. Ainda assim é longo para um filme de terror: a primeira hora é sobre a origem deles, como os sete se conheceram, se juntaram e viram pela primeira vez a coisa, intercalando com seu presente; a segunda hora é sobre o reencontro deles e a volta d’A Coisa; e a última hora é o desfecho da trama, o reencontro deles com A Coisa e seus finais. Os atores enquanto crianças funcionam muito bem, o problema é quando eles crescem; assim como em outras adaptações do King, o elenco é fraco, não conseguem carregar a responsabilidade da obra para si e pecam no filme por isso. Falando em elenco, infelizmente o filme conta com apenas uma mulher no elenco principal, com outros seis homens, o que me incomodou bastante. It é um longa clássico de terror muito bem feito, com um elenco não muito forte, um pouco extenso, porém extremamente bem elaborado e com uma ótima dose de horror que o bom e velho Stephen King sabe fazer, com uma nota 8,5 eu fico feliz ter assistido ele quando adulto apenas, pois se fosse quando criança eu provavelmente teria coulrofobia.